A Rockstar Games publicou regras mais rígidas para mods, em vigor desde 10 de setembro, proibindo qualquer comercialização não autorizada. A medida ameaça o modelo econômico dos servidores de GTA RP, fenômeno com grande público no Brasil, à frente do lançamento de GTA 6.

As novas diretrizes bloqueiam transações em dinheiro real ou criptomoeda, apostas em conteúdo modificado e publicidade de terceiros dentro de mods. Servidores de roleplay só podem operar na Creator Platform da Rockstar ou com licença direta da empresa.

Por que isso afeta o Brasil?

O Brasil abriga alguns dos maiores servidores de GTA RP do mundo, como o Cidade Alta, criado pela organização LOUD. O servidor já fez parcerias comerciais dentro do jogo, incluindo uma com o iFood, que permitia personagens trabalharem como entregadores.

É exatamente esse tipo de parceria comercial que as novas regras da Rockstar proíbem fora da Creator Platform. Coringa, um dos maiores nomes do roleplay brasileiro, construiu carreira dentro desse modelo, que agora precisa se adaptar.

O que a Rockstar diz sobre a mudança?

Nas diretrizes publicadas, a Rockstar afirma que cria “mundos, personagens e histórias únicos, que formam a continuidade oficial” de seus jogos, e pede que a comunidade “respeite” essa produção. A empresa não citou servidores brasileiros especificamente.

A aquisição do FiveM, plataforma que hoje sustenta a maior parte dos servidores de GTA RP, deu à Rockstar controle direto sobre a infraestrutura técnica usada pelas comunidades, inclusive as brasileiras.

Controlar a infraestrutura técnica é diferente de controlar o dinheiro que já circula nela, e é nesse espaço que mora a tensão com servidores como o Cidade Alta.

GTA 6 chega em 19 de novembro de 2026 para PlayStation 5 e Xbox Series X/S, e roda a 30 fps nos consoles, segundo a própria Rockstar.

O ponto em aberto

Fica em aberto se servidores como o Cidade Alta vão migrar para a Creator Platform, negociar licença direta com a Rockstar, ou perder o modelo de patrocínio que os sustenta até aqui.

O precedente mais próximo é a própria aquisição do FiveM: a Rockstar mostrou disposição para controlar a infraestrutura, mas as regras publicadas não detalham como pretende tratar parcerias comerciais como a do iFood.