Eduardo Bolsonaro reagiu nesta sexta-feira (9) à ordem de prisão decretada por Alexandre de Moraes (STF), dizendo que o ministro tem "um encontro marcado com o impeachment". Ele chegou aos Estados Unidos no mesmo dia, após viajar do Bahrein com escala em Abu Dhabi.

"Não foi hoje, Moraes", escreveu em vídeo publicado no X.

"Não há acordo a ser feito com o Moraes", afirmou. Moraes determinou a prisão de Eduardo para cumprir pena de 4 anos e 2 meses em regime semiaberto, e cancelou passaportes. A condenação transitou em julgado em 3 de outubro.

Eduardo foi condenado por unanimidade pela 1ª Turma do STF por articular sanções de um governo estrangeiro contra autoridades brasileiras, entre elas ministros do STF e o procurador-geral da República. O objetivo era beneficiar o pai, Jair Bolsonaro, na Ação Penal 2.668.

Por que a prisão não deve ser cumprida?

Na prática, a prisão não deve ser cumprida enquanto Eduardo permanecer nos Estados Unidos, onde mora desde 2025. O ex-deputado é aliado do presidente americano Donald Trump, e o Brasil não tem como fazer cumprir a ordem fora do território sem um pedido de extradição.

Moraes também determinou a suspensão dos direitos políticos de Eduardo, uma multa e a inclusão do nome dele no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). Na prática, porém, a ordem tem efeito mais simbólico enquanto ele estiver nos Estados Unidos.

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O que acontece agora

Eduardo pede que apoiadores pressionem os senadores recém-eleitos a abrir um processo de impeachment contra Moraes quando o Congresso se reunir, em 1º de fevereiro de 2027. "Tá perto de acabar", disse, sobre o embate com o ministro.

O caso já gerou reação da família. Um dia antes, Flávio Bolsonaro chamou Moraes de "violador de direitos humanos", horas depois da prisão ser decretada.