O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (1º) que conversou três vezes com o presidente do STF, Edson Fachin. Ele cobrou dele uma atuação para impedir que a Corte continue "se digladiando" em meio à crise do caso Banco Master.
"Disse que ele não pode deixar a Suprema Corte ficar se digladiando sobre ela. Assuma a responsabilidade como presidente e tome conta disso", contou Lula, ao Flow Podcast.
Lula afirmou que a crise, gerada pelo caso do Banco Master, "está levando a Suprema Corte a perder credibilidade na sociedade". Ele disse ainda que Fachin não agiu de forma correta, mas ressalvou que não cabe a ele "dar palpite" sobre decisões do Judiciário.
O presidente também citou o ministro Flávio Dino, alvo de um contrato questionado no caso. Para Lula, ao "tirar o cobertor de cima", a crise mostra que o problema não se resume ao colega Alexandre de Moraes.
Dias antes, Fachin já havia rejeitado um pedido do PL para afastar Dino dos processos do caso.
O nome do ministro Dias Toffoli também apareceu nas mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que citam outro ministro do STF e ajudaram a deflagrar a crise.
Por que Lula quer mudar a escolha dos ministros do STF
Lula voltou a defender mudanças no processo de indicação de ministros do STF, incluindo mandato fixo para magistrados e a criação de um conselho com representantes da sociedade civil para escolher os nomes indicados à Corte.
Segundo ele, a proposta não busca favorecer o governo, mas garantir decisões justas.
O que acontece agora
O caso Banco Master segue sob apuração, com o avanço das investigações sobre Daniel Vorcaro e sobre mensagens que citam outros nomes ligados ao Judiciário. Fachin já deu prazo à PGR para avaliar um pedido de soltura do ex-banqueiro.
O que já foi provado contra Jaques Wagner até agora mostra o alcance que as investigações já tomaram dentro do governo.































