O Manchester United registrou nesta quarta-feira (23) o sétimo prejuízo anual seguido, de 43 milhões de libras (cerca de R$ 293 milhões), e reagiu colocando à venda tufos do gramado de Old Trafford por 125 libras (R$ 850) a unidade.
O rombo do último exercício, encerrado em 30 de junho, supera em 30% o prejuízo de 2025, que foi de 33 milhões de libras (R$ 224,7 milhões). É o sétimo ano seguido no vermelho.
As perdas acumuladas desde 2019 somam 444 milhões de libras, cerca de R$ 3 bilhões.
Parte do rombo vem de despesas que não se repetem todo ano: a rescisão contratual do técnico Rúben Amorim, contabilidade de transferências anteriores e programas de reestruturação do elenco, segundo o balanço divulgado pelo clube.
Os pedaços de grama vendidos são sobra da troca do gramado antigo, que ficou 14 anos em Old Trafford. Cada pedaço tem 7 centímetros e vem dentro de um cubo de acrílico. É caixa rápido; a recuperação de verdade depende da Champions League.
Segundo o jornal britânico The Sun, sócios e donos de ingresso da temporada receberam acesso antecipado ao produto por e-mail, antes da venda ao público em geral.
O clube caiu para o Brighton na Copa da Liga nesta temporada, mas terminou a Premier League 2025/26 na 3ª colocação, o que garantiu vaga na atual Champions League.
Por que o United aposta em receita futura
O United projeta receita recorde de até 760 milhões de euros no exercício de 2027, puxada pela premiação da Champions League. Em 2026, sem disputar a competição continental, a receita havia sido de 677,6 milhões de euros.
No Brasil, o Corinthians também reportou rombo financeiro recente: o desafio de fechar as contas no azul não é exclusividade europeia.
O que acontece agora
O clube segue vendendo os tufos de grama enquanto durar o estoque das sobras do gramado trocado. Nas categorias de base, o United também tenta segurar promessas cobiçadas por rivais europeus, parte da reconstrução do elenco.





























