Lionel Messi se juntou à seleção argentina neste fim de semana para o jogo de despedida da Albiceleste. Ele havia ficado fora das vitórias sobre Bolívia e Burkina Faso nesta Data Fifa e se apresentou para a última partida do período.

Messi entra em campo contra Benin nesta terça-feira (6), às 20h, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. No sábado (4), ele publicou no Instagram um carrossel de fotos mostrando a chegada à concentração, com a legenda marcada apenas por uma bandeira da Argentina.

Os ingressos para a partida esgotaram em apenas 90 minutos, com valores entre 90 mil e 480 mil pesos argentinos (cerca de R$ 308 a R$ 1,64 mil). O Monumental de Núñez, com capacidade para 85.018 torcedores, estará lotado para a despedida.

Messi anunciou a aposentadoria da seleção em 31 de agosto, pouco depois do vice-campeonato da Copa do Mundo de 2026, perdida para a Espanha por 1 a 0 na prorrogação.

"Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que chegou o momento", escreveu o craque na carta de despedida, redigida dois dias após a final da Copa.

"Amo, amei e amarei sempre estar na Seleção. Eu me esvaziei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm garotos muito bons atrás que merecem estar", completou. Segundo o jogador, a morte do pai reforçou a decisão de encerrar o ciclo.

O legado de 20 anos com a camisa albiceleste

Ao todo, Messi disputou 207 jogos pela seleção argentina e marcou 125 gols, sendo o maior artilheiro da história do time. Ele estreou em 16 de agosto de 2005, em amistoso contra a Hungria, quando foi expulso com apenas um minuto em campo.

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O craque é campeão da Copa do Mundo de 2022, título que encerrou um jejum de 36 anos da Argentina sem a taça, além de duas Copas América (2021 e 2024) e uma Finalíssima (2022).

Disputou seis Mundiais e marcou 21 gols, o segundo maior artilheiro da história da competição, atrás apenas do alemão Miroslav Klose.

O que acontece agora

Depois da despedida contra Benin, Messi segue defendendo o Inter Miami, dos Estados Unidos, clube pelo qual já balançou as redes 100 vezes. A braçadeira de capitão da seleção argentina já tem sucessor definido: o técnico Lionel Scaloni escolheu Cuti Romero para assumi-la.