O Republicanos declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições, nesta quarta-feira (7). O anúncio foi feito pelo presidente do partido, Marcos Pereira, que no 1º turno mantinha a sigla neutra e evitava indicar voto na disputa.
Antes do Republicanos, Flávio já tinha apoio declarado do Partido Novo e da Federação União Progressista. Flávio terminou o 1º turno à frente, com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula (PT), segundo o resultado consolidado pelo TSE.
Em agosto, o Republicanos chegou a apoiar Flávio apenas em São Paulo, numa articulação nacional que não avançou na época.
Ao anunciar o apoio nacional, Pereira fez questão de colocar condições.
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O apoio do Republicanos não é cheque em branco. O voto dá poder, mas também responsabilidade.
Pereira também disse que o Republicanos vai apoiar reformas e responsabilidade fiscal, mas vai discordar quando o interesse do Brasil exigir. Segundo ele, o 2º turno não pode aprofundar as feridas do 1º turno, e Flávio vai precisar reconstruir pontes.
Antes do Republicanos, outros apoios chegaram a Flávio nesta semana. A ex-candidata do DC Clariana Barão, que teve 40.043 votos no 1º turno, declarou apoio nesta quarta-feira, mas cobrou mais atenção às pautas de mulheres e crianças.
Ela defende o compromisso de indicar mulheres para ao menos 50% das vagas no STF, e disse ter compromisso "inabalável" com a candidatura de Flávio.
Como fica o tabuleiro de alianças no 2º turno
O mosaico de apoios ao redor de Flávio cresceu ao longo da semana: o ex-prefeito ACM Neto declarou apoio e falou em nome da Bahia, e o governador Tarcísio de Freitas articula o apoio de pelo menos quatro partidos paulistas.
Do outro lado, Lula também reforça sua base para o 2º turno. O presidente incorporou o senador Camilo Santana (PT-CE) à coordenação-geral da campanha, ao lado do presidente do PT, Edinho Silva, com foco em mobilizar o Nordeste.
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Enquanto o campo de Flávio soma partidos no Congresso, o Planalto aposta em lideranças que já venceram eleições estaduais no Nordeste.
O que acontece agora
O 2º turno acontece em 25 de outubro, e ambos os lados devem anunciar novos apoios nas próximas semanas. Partidos que ficaram neutros no 1º turno, como o próprio Republicanos até esta quarta, costumam declarar posição somente depois da disputa decidida.
O Novo já havia declarado apoio a Flávio ainda no 1º turno, movimento que o Republicanos só seguiu depois da definição do 2º turno.





























