O PT concordou com as regras do debate presidencial marcado pela TV Globo para a noite de quinta-feira (1º), no Rio, e dias depois foi ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar uma delas, a que tratava de candidatos ausentes.
A emissora cancelou o encontro horas antes de ir ao ar.
A regra previa que o lugar vazio ficasse identificado com uma placa e que os presentes pudessem dirigir perguntas a quem faltasse. O documento foi assinado pelas campanhas de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
Lula avisou na quarta-feira (30) que não iria ao debate. No dia seguinte, a ministra do TSE Estela Aranha atendeu a um pedido do PT e proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio do presidente.
Em sua decisão, Aranha argumentou que permitir perguntas a um candidato ausente, sem chance de resposta simultânea, criaria um desequilíbrio entre os participantes e feriria a "dinâmica dialética" do debate.
No mesmo dia, o ministro do STF Gilmar Mendes determinou, a pedido do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que a Globo incluísse no debate o candidato Renan Santos, do Missão ao Planalto.
A emissora cancelou o debate horas depois. Em nota, disse que as duas decisões "causaram insegurança jurídica e representam uma interferência indevida" na programação.
A Abert, a ANJ e a Aner, entidades que reúnem emissoras e jornais, classificaram as decisões como agressão à liberdade de imprensa em nota conjunta.
Os advogados eleitorais Alberto Rollo e Fernando Neisser discordam do fundamento usado por Gilmar Mendes para incluir Renan Santos. Para eles, a lei eleitoral só obriga a convidar candidatos com ao menos cinco parlamentares no Congresso.
O que acontece agora
Com o debate cancelado a três dias do primeiro turno, candidatos e emissora não anunciaram nova data. As campanhas seguem concentradas na reta final antes da votação deste domingo (4), quando o país escolhe o próximo presidente, os governadores e o Congresso.































