Os estoques de petróleo dos Estados Unidos caíram 3,186 milhões de barris na semana encerrada em 2 de outubro, informou nesta quarta (7) o Departamento de Energia (DoE) dos EUA. O resultado contraria a previsão de alta de 1,7 milhão de barris.
O resultado também vai na contramão de outras estimativas de mercado. Veja como cada item do levantamento semanal do DoE se comparou com a projeção dos analistas.
| Item | Resultado | Esperado pelo mercado |
|---|---|---|
| Petróleo (total) | -3,186 milhões de barris | alta de 1,7 milhão |
| Gasolina | +382 mil barris | queda de 1,1 milhão |
| Destilados (diesel) | -42 mil barris | queda de 1,5 milhão |
| Cushing, Oklahoma | +444 mil barris | — |
| Reserva estratégica (SPR) | -784 mil barris | — |
| Uso das refinarias | 92,7% | queda para 92,3% |
O resultado chama atenção por inverter o sinal esperado. Em vez de acumular petróleo, os Estados Unidos consumiram mais do que repuseram na semana. Gasolina e destilados também romperam a expectativa dos analistas, cada um na direção oposta à prevista.
Os estoques em Cushing, Oklahoma, centro de distribuição do petróleo negociado na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), subiram no período. Já a reserva estratégica americana (SPR) recuou 784 mil barris, para 282,983 milhões de barris.
A utilização das refinarias nos EUA subiu de 92,5% para 92,7% na semana. O mercado esperava queda, para 92,3%.
Depois dos dados, o petróleo reduziu a alta registrada mais cedo no pregão.
Por volta das 11h40 (de Brasília), o contrato futuro do petróleo Brent para dezembro avançava 0,86%, negociado a US$ 101,45 o barril. Já o WTI para novembro, referência americana, tinha alta de 0,09%, a US$ 89,56 o barril.
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O movimento do petróleo é acompanhado de perto no Brasil, onde o preço do barril influencia a política de preços da Petrobras na bomba. Dias antes, a commodity havia recuado com o diálogo entre Irã e Catar, em outro capítulo da mesma volatilidade.
A tensão no Oriente Médio é o outro fator que pressiona os preços. Ataques dos Houthis já haviam pressionado o diesel no Brasil em setembro, após mirarem instalações sauditas.
A oscilação de preços tem sido constante nas últimas semanas. O petróleo já despencou e voltou a subir no mesmo dia em episódio recente, em meio à mesma disputa entre oferta e tensão geopolítica.





























