Um levantamento da Economatica com 81 ações desde 2010 mostra que Transporte e Logística rendeu 14% em outubro nas últimas quatro eleições. Mineração e Siderurgia foi o único setor a cair nas quatro vezes, com retorno negativo médio de 3,3%.

O estudo considera as eleições presidenciais de 2010, 2014, 2018 e 2022. A mediana de retorno das 81 ações variou bastante entre um pleito e outro. Foi de 4,9% em 2010, caiu 1,6% em 2014, subiu 18,3% em 2018 e fechou em 4,6% em 2022.

Os setores mais ligados à economia doméstica dominam a lista de melhores retornos. Eles também oscilam mais.

A volatilidade semanal de bens industriais e imobiliário supera a de saúde e educação, historicamente o setor mais estável do levantamento.

Treze ações subiram em outubro nas quatro eleições analisadas. Entre elas estão Simpar, com retorno médio de 22,7%, Tegma, com 14,9%, e Itaú Unibanco, com 7,8%.

O padrão está longe de ser uniforme entre uma eleição e outra. Em 2018, sete dos 11 setores subiram mais de 10%, com imobiliário disparando 39,8%.

Já em 2014, sete setores fecharam o mês em baixa, e o financeiro foi o único destaque positivo, com alta de 6,7%.

Para quem acompanha o pregão nesta reta final, bancos como Goldman Sachs, BTG Pactual e XP já projetam cenários para dólar, juro e Bolsa dependendo do resultado de domingo.

O dólar já disparou a R$ 5,22 na quinta-feira (1º), três dias antes da votação.

Quem quer entender o que fazer com a carteira antes da votação pode conferir o que o mercado recomenda para a última semana antes da eleição.

O que os números não garantem

O padrão de quatro eleições é consistente o bastante para chamar atenção, mas 2014 mostra que ele pode falhar. Sete dos 11 setores fecharam aquele outubro no negativo.

Rentabilidade passada não garante repetição, e nenhum levantamento setorial substitui a avaliação de risco de cada ação.