O iPhone 18 Pro Max pode chegar às lojas brasileiras custando R$ 15.499, segundo projeções de mercado ainda sem confirmação da Apple. O iPhone 18 Pro, modelo abaixo, é estimado em R$ 14.499, R$ 3.000 a mais que o 17 Pro atual.
As duas projeções vêm do analista Jeff Pu, do site especializado 9to5Mac, e ainda não têm confirmação oficial da Apple. Nos Estados Unidos, o 18 Pro pode sair por US$ 1.399, alta de US$ 300 sobre o modelo atual.
O lançamento é esperado para setembro, mas a data exata ainda não está confirmada. Duas datas circulam: 18 ou 25 de setembro, a depender de o evento oficial da Apple ser em 9 ou 15 de setembro.
Por que o preço deve subir tanto
Parte da alta é global. O novo processador A20 Pro, a memória RAM padrão LPDDR5X e o armazenamento NAND devem custar cerca de três vezes mais que no ano anterior, segundo estimativas do setor.
No Brasil, o consumidor paga uma conta ainda maior: a carga tributária sobre um smartphone importado gira em torno de 60%, contra cerca de 37% para um aparelho montado no país.
Em fevereiro, o governo elevou o Imposto de Importação sobre celulares de 16% para 20%, por resolução do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Camex publicada naquele mês. O tributo não incide sozinho. Ele compõe a base de cálculo do IPI e do ICMS, o que amplia o efeito no preço final.
Quem sente mais no bolso
O Ministério da Fazenda diz que o objetivo do aumento é "reequilibrar os preços" entre produtos nacionais e estrangeiros e estimular a indústria local.
Fabricantes com linha de montagem no Brasil, como Apple, Samsung e Motorola, sentem menos o efeito, porque importam sobretudo componentes, e não o aparelho pronto. No caso da Apple, a montagem local é feita pela Foxconn, sua fabricante contratada; Samsung e Motorola operam fábricas próprias no país. Marcas que trazem boa parte do portfólio já montado de fora, caso da Xiaomi, tendem a sentir mais o aumento.
A Xiaomi foi procurada pela imprensa especializada para comentar a medida, mas não respondeu. Mesmo com fábrica da Foxconn em Jundiaí (SP), a produção local não derrubou o preço final dos iPhones no país.
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Isso acontece porque a Apple precifica seus produtos globalmente em dólar. Qualquer desvalorização do real encarece automaticamente o custo repassado ao consumidor brasileiro.
O que fica em aberto até setembro
Nada disso está fechado. A Apple ainda não confirmou data, preço nem especificações do iPhone 18.
O que já está posto é a régua tributária brasileira. Ela soma cerca de 60% sobre um aparelho importado e vai incidir sobre qualquer preço que a Apple decidir cobrar.


























