O Brasil encerrou nesta segunda-feira (7) o Mundial de paraciclismo de estrada, disputado em Huntsville, no Alabama (EUA), com cinco medalhas. A paranaense Victoria Barbosa fechou a competição com dois bronzes na classe C1, e o país somou ainda uma prata e dois bronzes com outros três atletas entre os dias 4 e 7 de setembro.
Barbosa subiu ao pódio no contrarrelógio de sábado (5) e na prova de resistência, nesta segunda, no fechamento da competição.
Jady Malavazzi trouxe a prata na classe WH3 no domingo (6), e Lauro Chaman levou o bronze na classe C5 no contrarrelógio de sábado (5). Jéssica Messali, também da WH3, abriu o quadro de medalhas do Brasil com um bronze no contrarrelógio de sexta-feira (4).
As classes definem o tipo de deficiência de cada atleta. A C1 reúne comprometimentos motores mais severos em bicicleta convencional; a C5 é a menos limitante da mesma modalidade; e a WH3 é disputada por cadeirantes em handbikes, movidas a pedalada manual.
Representa todo o trabalho, a dedicação e a entrega de cada dia. Queria mais, é claro, mas nem sempre as coisas acontecem da forma que imaginamos.
A frase é de Victoria Barbosa, sobre a segunda medalha da semana. Ela resume uma campanha em que o Brasil chega ao fim da temporada de estrada em ritmo mais forte que no ano anterior.
Como o Brasil dobrou o resultado de 2025
Em 2025, no Mundial de estrada, em Ronse (Bélgica), o Brasil somou só duas medalhas: prata de Barbosa e bronze de Gilmara do Rosário, na H2. Em Huntsville, o total mais que dobrou, para cinco pódios, com quatro atletas no lugar de dois.
Para Barbosa, a comparação individual é mista. Ela trocou a prata de 2025 por dois bronzes em 2026, mas ampliou a presença do país no pódio da própria classe.
O resultado em Huntsville também emenda uma sequência forte do paradesporto brasileiro nesta semana. O país já havia repetido pódio no ouro do parabadminton e no ouro do parataekwondo na Coreia do Sul, além da classificação à final do futebol de cegos.


























