O Santos suspendeu nesta terça-feira (29) o contrato com a Novibet, casa de apostas que ocupava o espaço máster do uniforme. A decisão veio dias depois de o governo publicar a Medida Provisória que proíbe publicidade de bets e cassinos online.

A parceria não foi encerrada. A suspensão não implica rescisão contratual, e o clube aguarda um desdobramento definitivo sobre o caso antes de decidir o próximo passo.

A MP só se torna definitiva depois da análise do Congresso Nacional, o que deve ocorrer apenas após o segundo turno das eleições.

Até lá, o marketing do Santos segue de olho no mercado. Um patrocínio pontual para os próximos jogos, sob comando de Cuca, não está descartado.

Quanto valia o contrato com a Novibet

O Santos anunciou a parceria com a Novibet em fevereiro deste ano, em modelo de performance: o clube detém 25% da movimentação gerada na plataforma pela base de torcedores e pelos ativos do time.

Só com essa fatia, a projeção do clube era de cerca de R$ 50 milhões por ano. Somando valor fixo, bônus e participação na receita, o contrato pode chegar a R$ 95 milhões por temporada, sem teto de arrecadação.

O Santos não é o único afetado. Em setembro, um grupo de clubes já havia feito um manifesto contra o fim das bets, alegando que a medida esvazia uma fonte de receita relevante do futebol brasileiro.

O caso do Santos é o primeiro em que um grande clube tira a bet do uniforme por conta própria, sem esperar a palavra final do Congresso sobre a MP.

Um levantamento recente estima o custo da proibição em R$ 2,5 bilhões para o futebol nacional.

O que acontece agora

O destino do contrato depende do Congresso, que só deve votar a MP depois do segundo turno das eleições presidenciais. Até lá, a Novibet segue fora da camisa do Santos, e o clube pode buscar um patrocinador pontual para os próximos jogos.