A Justiça Eleitoral determinou nesta sexta-feira (2) que Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, publique direito de resposta a Tarcísio de Freitas (Republicanos) depois de chamar o grupo do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo do escândalo do Banco Master, de "máfia".
A decisão considerou "indevida e ilegal" a associação entre Tarcísio e o grupo de Vorcaro. Haddad já cumpriu a ordem e publicou o texto em suas redes, afirmando que a campanha deve ser feita "com propostas, e não com ataques pessoais".
A decisão de sexta-feira contrasta com outra. A anterior veio três semanas antes. Em 9 de setembro, o TRE-SP havia negado um pedido de Tarcísio para tirar do ar o mesmo vídeo.
Na ocasião, o tribunal considerou fato de interesse público a doação de R$ 2 milhões que Tarcísio recebeu, em 2022, de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. A Justiça tratou a doação como dado público, mas a palavra "máfia" como ataque pessoal.
Em uma delação rejeitada pela PF e pela PGR, Vorcaro afirmou que essa doação e outra, de R$ 3 milhões a Bolsonaro, seriam propina negociada por Gilberto Kassab, presidente do PSD. Kassab chamou a acusação de "fantasiosa" e negou qualquer relação com Vorcaro.
Tarcísio também negou ligação com o banqueiro e disse desconhecer os fatos citados por Vorcaro. Segundo o governador, sua campanha seguiu as regras da legislação eleitoral.
O que diz a decisão desta sexta-feira?
A decisão de sexta-feira (2) não derruba o uso da doação como fato público, já validado em setembro. O problema apontado pela Justiça foi o enquadramento: ao chamar o grupo de Vorcaro de "máfia", Haddad extrapolou a crítica política permitida na propaganda eleitoral.
O escândalo do Banco Master também chegou ao Supremo: o ministro Flávio Dino pediu vista sobre conversas entre Alexandre de Moraes e Vorcaro antes da prisão do banqueiro.
O que acontece agora
A disputa pelo governo de São Paulo chega ao fim de semana de votação com Haddad atrás na preferência do eleitor indeciso, segundo pesquisas divulgadas em setembro.
O caso Banco Master segue em outras frentes: em setembro, Geraldo Alckmin pediu a investigação das doações recebidas por Tarcísio, pedido que tramita em paralelo à disputa eleitoral.
A votação ocorre neste domingo (4), em todo o país.






























