Um teste de luminol feito pela perícia encontrou marcas de sangue no pedal do carro do dentista protético Christian Eduardo Corsi, de 37 anos, morto em Itu (SP). A descoberta foi confirmada nesta quinta-feira (1º) pela Polícia Civil de São Paulo.
O caso é investigado como latrocínio. O principal suspeito, Vanderlei de Andrade, de 50 anos, está preso temporariamente desde 25 de setembro e prestava serviço como jardineiro para a família da vítima.
Em depoimento à polícia, Vanderlei negou ter matado o dentista, mas entrou em contradição ao dizer que não o conhecia, segundo apurou o g1.
A linha que nos levou à prisão foi a de latrocínio, mas nada foi descartado. A investigação continua em andamento.
A frase é do delegado Rodrigo Ayres, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba, responsável pelo caso.
Segundo Ayres, o rastreamento do carro de Corsi, visto em Limeira e em Campinas, foi o que levou a polícia até o suspeito. O veículo foi abandonado em Limeira, a cerca de 100 km de Itu.
Um segundo homem chegou a ser levado à Deic de Sorocaba pela Guarda Municipal de Itu, mas foi liberado em 25 de setembro. Ele estava internado havia três semanas numa clínica de reabilitação, sem contato com Vanderlei, segundo apurou a TV TEM.
Imagens de câmeras de segurança mostram Corsi entregando uma prótese dentária numa casa em Itu antes de ser encontrado morto dias depois. Como ninguém atendeu ao portão, ele esticou o braço para fazer a entrega e seguiu viagem.
Ele avisou a família que ainda levaria o produto ao centro da cidade, e não apareceu mais.
O que acontece agora
A investigação sobre a morte de Christian Eduardo Corsi segue em andamento na Deic de Sorocaba. Segundo o delegado Rodrigo Ayres, nenhuma hipótese foi descartada enquanto a perícia analisa as provas coletadas no carro e na casa do suspeito.
































