A Polícia Científica de Santa Catarina usa drones e um scanner tridimensional para reconstruir a queda do helicóptero que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas na Serra Catarinense. Uma equipe do Fantástico refez o trajeto até o ponto da colisão.

O helicóptero, modelo Bell 430 de prefixo PP-MGR, fazia um voo de menos de uma hora entre Porto Belo e São Joaquim quando caiu. A aeronave, fabricada em 2001 e pertencente à JTA Empreendimento e Urbanismo, tinha capacidade para piloto e até sete passageiros.

Drones com câmeras térmicas foram usados nos primeiros dias de buscas para tentar localizar sinais de calor em meio à mata fechada da serra, antes de os destroços serem encontrados.

Nós vamos conseguir testar e simular, por exemplo, como se deu a entrada da aeronave na área de mata fechada. Com as medidas da aeronave, diâmetro de rotor, comprimento de fuselagem, a gente consegue fazer uma análise muito detalhada e chegar a conclusões importantes, explicou o perito criminal Fernando Henrique Ponzetti.

As imagens obtidas pela reportagem mostram a violência do impacto. Dos mais de 15 metros de comprimento do helicóptero, sobraram pouco mais de 3 metros de fuselagem.

"A aeronave, após atingir ali o terreno, acabou se fragmentando. Nesse cenário, pela posição em que os destroços foram encontrados, a chance de encontrar sobreviventes era muito baixa", disse Ponzetti.

Para chegar à área da colisão, a equipe caminhou 2h30 por um terreno íngreme, com mata fechada, a 1.700 metros de altitude. O trajeto foi refeito na quinta-feira (24), três dias depois do acidente.

Um tenente dos bombeiros descreveu as dificuldades enfrentadas pelas equipes de busca nos primeiros dias.

"No decorrer das buscas, eles encontraram o terreno acidentado, relevo íngreme, com declividade, aclividade, muita lama, banhados, muita pedra no caminho", disse o tenente.

O helicóptero desapareceu na tarde de segunda-feira (21), e o comandante dos bombeiros relatou o início da operação de busca.

"Nós recebemos a informação de uma possível aeronave desaparecida entre Urubici e São Joaquim às 16h25", contou o comandante.

Dois dias depois, equipes localizaram os destroços e retiraram os corpos das cinco vítimas da mata fechada, em Urubici.

O que acontece agora

A Polícia Civil de Santa Catarina abriu inquérito para apurar as causas do acidente. Os dados coletados com drones e o scanner tridimensional na área da colisão devem compor o laudo pericial sobre o que provocou a queda.