O MEC anunciou nesta quinta-feira (8) R$ 128 milhões para reconstruir o prédio da UFPE destruído por um incêndio na quarta (7), no Recife. O ministro Leonardo Barchini revelou que a universidade já registrava ameaças por mensagem havia uma semana antes do fogo.
"Tudo aquilo que for necessário, nós faremos para que os prejuízos sejam os mínimos possíveis, principalmente o prejuízo na pesquisa e no bem-estar dos estudantes", disse Barchini, durante vistoria ao local nesta quinta-feira.
O que o MEC vai pagar?
Dos R$ 128 milhões anunciados, R$ 100 milhões vão para reposição de equipamentos e R$ 28 milhões para um novo prédio. A nova estrutura terá cerca de 7 mil m², mais que o dobro do prédio atingido.
O MEC também prorrogou as bolsas de pesquisadores atingidos e abriu chamamento especial para doutorandos concluírem a tese em parceria com universidades da Alemanha, dos Estados Unidos e da França.
O que a Polícia Federal investiga?
A Polícia Federal apura se o incêndio foi criminoso ou acidental e já abriu oitivas. Barchini revelou que a universidade recebia mensagens com ameaças havia uma semana antes do fogo.
Acionamos imediatamente a Polícia Federal porque havia rumores de mensagens com ameaças durante toda a semana contra a universidade federal. A Polícia Federal já começou a perícia e, inclusive, já fez oitivas hoje de pessoas suspeitas que enviaram estas mensagens e outras pessoas que ameaçaram a universidade.
O prejuízo soma R$ 100 milhões e inclui a perda de 20 anos de pesquisas em fármacos e genética, segundo o g1. É a terceira vez que o campus tem um incêndio em oito dias, o que desloca o debate para a segurança do câmpus.
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O que falhou na segurança da UFPE?
Foram três incêndios no mesmo campus em oito dias, o último após mensagens de ameaça que a universidade registrava, segundo o ministro. O que ainda não tem resposta é por que o padrão de incidentes se repetiu sem que a ameaça fosse neutralizada a tempo.
A reconstrução já tem prazo e recurso definidos. As obras começam assim que a Polícia Federal concluir a perícia.
O terceiro incêndio em oito dias no mesmo campus motivou a estimativa inicial de R$ 100 milhões em perdas, feita pelo reitor Alfredo Macedo Gomes.





























