Os beneficiários de pensões alimentícias descontadas diretamente da folha de pagamento de servidores do governo de Minas Gerais enfrentam um atraso significativo. Até o momento, os valores referentes ao mês de maio não foram repassados, conforme confirmou o Executivo estadual.

A situação, que afeta muitos cidadãos, foi comunicada ao portal O Fator, que apurou que a responsabilidade pela falha é de um problema no sistema do Itaú, o banco encarregado da gestão da folha de pagamento dos servidores estaduais.

Falha no repasse

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) esclareceu que, apesar de os valores terem sido descontados dos holerites dos servidores que possuem acordos de pensão, eles não foram repassados aos beneficiários. A Seplag atribui a falha a uma “migração tecnológica” que ocorreu na própria instituição financeira.

Em resposta à situação, uma reunião foi realizada na última segunda-feira (8) entre representantes do Executivo estadual e do Itaú. Durante o encontro, o banco informou que o problema afetou apenas as transferências destinadas a pensionistas, sem comprometer o processamento geral da folha de pagamento.

Compromisso de correção

O Itaú garantiu que já identificou a origem da falha e está atuando para corrigi-la o mais rapidamente possível. A Seplag está monitorando o andamento da situação e pressionando a instituição financeira para que os pagamentos sejam regularizados com urgência.

Nova licitação à vista

Além deste problema, o Itaú, que gerencia a folha de pagamento funcional de Minas desde 2021, enfrentará um novo desafio. No dia 19 de junho, o governo realizará um leilão para a venda da gestão da folha a uma nova instituição financeira, com um valor mínimo de referência de R$ 2,1 bilhões.

Os próximos passos do governo e do banco serão cruciais para resolver esta questão e garantir que os beneficiários de pensões alimentícias recebam seus direitos de forma adequada e em tempo hábil.