A rede celular privativa (RCP) do governo federal, que atenderá as forças de segurança no Distrito Federal, será implementada como uma operadora móvel virtual segura, conhecida pela sigla SMVNO. Este sistema contará com um core próprio, desvinculado das operadoras tradicionais, e incluirá criptografia adicional para garantir a segurança das comunicações.
Estrutura e Governança
Serão lançadas solicitações de propostas (RFPs) para a contratação do core e da estrutura necessária para a MVNO, sendo que, antes disso, haverá definições sobre a governança entre os diversos órgãos que utilizarão a RCP. Entre os beneficiários estão a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, o Samu, o Detran do DF, além de agências federais como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.
Inspiração Internacional
A escolha de adotar uma SMVNO é baseada em experiências de redes de comunicação emergenciais implementadas em países como EUA, França e Finlândia. O diretor de operações da EAF, Geraldo Segatto, enfatiza que a construção da RCP é uma obrigação das operadoras vencedoras do leilão 5G e a coordenação do projeto está sob sua responsabilidade.
Segurança e Performance
O projeto visa garantir a segurança das comunicações através de um core separado e de uma plataforma de serviços de missão crítica, incorporando criptografia em todos os links de conexão. A prioridade da comunicação da SMVNO será estudada para assegurar que não ocorra deterioração do serviço em áreas com alta densidade de usuários, por meio de alterações na regulamentação de telecomunicações.
Integração de Redes Legadas
As forças de segurança do DF atualmente utilizam redes legadas de comunicação por voz, como Tetra e P25, que até recentemente não estavam interconectadas. Com a implementação da RCP, estas redes, que incluem cinco sistemas distintos, estão sendo integradas para possibilitar uma comunicação mais eficiente entre as corporações.
Futuro da Rede Fixa Privativa
Além da rede móvel, o governo também está desenvolvendo uma rede fixa privativa, que conectará 6,5 mil pontos em 26 capitais e no DF, com velocidades que variam de 100 Mbps a 100 Gbps. A expectativa é que a infraestrutura esteja completa até dezembro deste ano, proporcionando uma comunicação robusta e segura para as forças de segurança.




