A produção de milho no Brasil para a safra 2026/27 está projetada para atingir um recorde de 144,96 milhões de toneladas, segundo a consultoria Safras & Mercado. Este volume representa um aumento de mais de 3% em comparação com a temporada anterior, impulsionado por ganhos de área e produtividade. A área total destinada ao cultivo de milho deve ocupar 21,95 milhões de hectares, com destaque para a segunda safra no centro-sul do país.
O aumento na produção está relacionado principalmente à expansão da segunda safra, que deve atingir 103,969 milhões de toneladas, superando as 99,610 milhões de toneladas previstas para este ano. No entanto, a primeira safra deve registrar uma redução de 1,3% na área plantada, reflexo dos custos de produção e dos preços atuais do cereal, que não incentivam um plantio maior. Segundo Paulo Molinari, consultor da Safras & Mercado, o cenário econômico leva produtores a priorizar a soja, que apresenta preços mais atrativos.
Em comparação com outros grandes produtores, como Estados Unidos e Argentina, o Brasil continua a expandir sua produção e exportações. As exportações brasileiras de milho devem crescer de 43 para 44 milhões de toneladas. No cenário global, a produção de milho deve cair ligeiramente, enquanto o consumo continua a crescer, impulsionado por países como China e México.
Os preços do milho e da soja desempenham papel crucial nas decisões dos agricultores. Com a soja oferecendo melhores condições no mercado, muitos produtores optam pelo cultivo da oleaginosa na primeira safra, deixando o milho para a segunda. Essa dinâmica é influenciada também pela modalidade de barter, onde a soja tem melhor conta para os produtores em meio a dificuldades de crédito.
Para a demanda de milho, as expectativas são positivas tanto no mercado interno quanto externo. O consumo mundial deve subir, com a China, Brasil e outros países registrando aumentos significativos em suas importações. A demanda aquecida pode beneficiar os produtores brasileiros, que se preparam para um cenário de oferta robusta e preços competitivos.




