A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) se manifestou em relação à recente decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas adicionais sobre o etanol brasileiro, expressando seu descontentamento. Em comunicado oficial, a entidade afirmou que essa medida é lamentável e que a política brasileira sobre o biocombustível está alinhada às normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Tratamento tarifário brasileiro
De acordo com a Unica, o tratamento tarifário que o Brasil aplica ao etanol é não discriminatório e respeita os compromissos internacionais assumidos pelo país. A entidade esclareceu que não existe qualquer acordo bilateral que obrigue o Brasil a oferecer tratamento tarifário especial para o etanol dos EUA.
Produção nacional e comércio
A Unica também ressaltou que a diminuição das exportações de etanol dos EUA para o Brasil é resultado principalmente do aumento da produção interna, especialmente do etanol derivado do milho, e não de mudanças na política tarifária brasileira. A nota destaca que a decisão dos EUA ignora as assimetrias existentes na relação comercial entre os dois países.
Tarifas sobre açúcar
Além disso, a entidade apontou que as exportações de açúcar do Brasil ainda enfrentam tarifas e restrições impostas pelos Estados Unidos, enquanto a política brasileira para o etanol permanece não discriminatória, em conformidade com as regras do comércio internacional.
Abertura ao mercado
A Unica enfatizou que o ambiente regulatório do Brasil continua aberto para a participação de produtores estrangeiros, incluindo os norte-americanos. A política nacional de descarbonização dos transportes, conhecida como RenovaBio, garante tratamento igualitário e facilita a entrada de produtores dos EUA no mercado brasileiro.
Propostas de diálogo
Por fim, a entidade expressou confiança na capacidade do governo brasileiro de gerenciar as negociações com os Estados Unidos e se colocou à disposição para oferecer suporte técnico durante o processo. A Unica reafirmou seu compromisso em buscar soluções baseadas no diálogo, na previsibilidade regulatória e no respeito às normas internacionais de comércio.




