O lateral-esquerdo Renan Lodi, do Atlético-MG, revelou que fez terapia para lidar com a ansiedade durante os três meses e meio em que ficou sem clube, entre a saída do Al-Hilal, da Arábia Saudita, e o acerto com o time mineiro, em dezembro de 2025.

Foi um momento de maior ansiedade. Nos primeiros meses, eu estava vivendo de férias. Estava treinando no Athletico-PR. Quando bateu o terceiro mês, bateu a ansiedade. A terapia deu uma ajuda, mas você fica triste. Foi um período pesado.

A frase é de Renan Lodi, em entrevista ao ge.

O tema da saúde mental tem ganhado espaço no futebol brasileiro nos últimos anos. A própria seleção passou a priorizar o cuidado psicológico dos jogadores de olho na Copa do Mundo de 2026.

O lateral rescindiu o contrato com o Al-Hilal em setembro de 2025, depois de não ser inscrito para disputar o campeonato nacional saudita.

Ele deixou carta assinada pelos representantes legais, notificando o clube sobre o fim do vínculo. O Al-Hilal disse, à época, que tomaria "todas as medidas legais necessárias" para proteger seus direitos.

Outro brasileiro que também deixou o clube saudita foi Malcom, que assinou com o Al-Jazira.

Sem clube, Lodi treinou no CT do Athletico-PR, em Curitiba. Foi lá que o Atlético-MG foi buscá-lo, em dezembro de 2025, para negociar a contratação.

"Quando o Galo foi lá em Curitiba, na minha casa, falar que me queria, não tinha como negar", contou o jogador.

"Tinha oportunidade de ir para outros lugares: França, Espanha, Inglaterra, Brasil. Mas me reuni com minha esposa, e ela quis ficar no Brasil. Dei o OK para o Atlético."

Como foram os anos na Europa e na Arábia Saudita

Lodi passou por Atlético de Madrid, Nottingham Forest e Marseille antes de assinar com o Al-Hilal, em janeiro de 2024, por um contrato de três anos e meio. Em 2026, aos 27 anos, ficou fora dos planos do técnico Simone Inzaghi.

Ele credita a passagem por tantos clubes ao próprio amadurecimento como jogador. Cada treinador deixou um aprendizado que ele hoje repassa aos companheiros mais jovens do elenco mineiro.

"O Simeone era de um jeito, peguei bastante a parte defensiva com ele; o Gattuso, de outro. Em cada canto, fui aprendendo", disse Lodi.

No Atlético-MG, sob comando de Eduardo Domínguez, o lateral soma 45 jogos, 5 gols e 4 assistências até a data da entrevista.

Mais recentemente, o time dominou, mas só empatou com a lanterna Chapecoense, pelo Brasileirão.

"Estou me sentindo em casa. Sou adaptado a tudo. Moro a dez minutos da Cidade do Galo. Na rua, vejo o carinho das pessoas comigo", afirmou o jogador.