O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), confirmou nesta quarta-feira (7) que a votação da PEC do fim da escala 6x1 segue mantida para a próxima semana. Senadores aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentam adiar a análise para depois do 2º turno.
Alcolumbre disse que seu compromisso com os senadores era só não pautar o tema antes do 1º turno.
Avisei a todos eles que não ia deliberar a PEC até as eleições e eu fiz isso. Voltamos das eleições, publiquei a pauta. Estão todos livres para votar se querem ou não. Não pode existir uma versão de que não pode votar antes do 2º turno.
A frase é do próprio presidente do Senado, em resposta às cobranças da oposição.
Por que a oposição quer adiar a votação
A preocupação da oposição é com o efeito eleitoral de uma eventual aprovação da redução de jornada sobre o desempenho de Lula (PT). No 1º turno, o presidente recebeu 2,3 milhões de votos a menos do que Flávio.
"Não afeta o Flávio, mas ajuda o Lula", disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que avalia que o tema não deveria estar em discussão agora. Mesmo assim, ela admite que a oposição não vai obstruir a votação.
"Já tem voto suficiente para passar. Se você fala com os colegas individualmente, a maioria está a favor", afirmou Damares. Senadores de PL, PP e Republicanos se reuniram nesta quarta para fechar estratégia, com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) escalada para negociar com Alcolumbre.
O líder Wellington Fagundes (PL-MT) também descartou obstrução. Lembrou que, apesar de a campanha de Flávio já ter tentado adiar a PEC em agosto, a oposição acabou votando a favor do texto na Câmara.
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Do lado do governo, a líder Teresa Leitão (PT-PE) colhe assinaturas para um calendário especial que acelere a tramitação, com protocolo previsto para esta quinta (8).
Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, disse que a oposição vai insistir no rito normal e evitar "atropelos" na votação.
O texto já passou por mudanças desde que foi apresentado originalmente na Câmara, e Alcolumbre já havia liberado o tema para votação no Senado em agosto, antes de suspender a pauta por acordo com os senadores.
O que acontece agora
Pelo regimento, a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes do 1º turno de votação, que pode ocorrer já na quinta-feira da próxima semana.
O 2º turno de votação exige cinco dias úteis de intervalo, e por isso ficaria para depois do 2º turno das eleições, em 25 de outubro.





























