O Corinthians teve o patrocínio da plataforma de conteúdo adulto Fatal Fans suspenso por liminar nesta quinta-feira (1º/10), por decisão da Justiça de São Paulo. No mesmo mês, uma onda de suspensões ligadas à proibição federal das bets atinge outros clubes do país.
A Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional de Tatuapé, em São Paulo, atendeu ação do Ministério Público e citou "perigo do dano, diante do risco concreto à integridade emocional, à dignidade e ao desenvolvimento sadio de crianças e adolescentes".
Quanto o Corinthians perde com a decisão
O contrato com a Fatal Fans, fechado em 27 de junho, previa R$ 22 milhões, podendo chegar a R$ 31 milhões por metas. A liminar dá 15 dias para o clube retirar a marca de uniformes e canais digitais.
Por se tratar de liminar, cabe recurso.
A Fatal Fans disse ter sido informada pela imprensa e que sua equipe jurídica analisa o caso. Já a Fatal Model, site de acompanhantes da mesma marca, havia oferecido cerca de R$ 120 milhões para virar patrocinadora master do clube, mas o acordo não avançou.
A outra frente: a proibição das bets
A proibição das bets começou com a Medida Provisória assinada pelo presidente Lula em 25 de setembro, que veda a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas esportivas no país.
Em resposta, o Santos suspendeu a exposição da Novibet, contrato que podia somar R$ 95 milhões por temporada. Flamengo e Botafogo já retiraram marcas de bets dos materiais.
O Flamengo tem o maior patrocínio master do futebol brasileiro, com a Betano, fechado no fim de 2025 por cerca de R$ 280 milhões ao ano.
Esse contrato corre risco direto de ficar sem efeito, no mesmo movimento que já fez o clube estimar perda de até R$ 3 bi.
O próprio Corinthians também tem contrato com a Esportes da Sorte, de R$ 150 milhões anuais até 2029, que a empresa já avisou poder não cumprir.
O clube chega à crise dupla já no vermelho. Em agosto, já tinha déficit de R$ 246 milhões, 78% acima do previsto no orçamento.
O que acontece agora
O Corinthians tem 15 dias para cumprir a liminar da Fatal Fans ou recorrer. Nas bets, os clubes aguardam regulamentação definitiva da proibição, enquanto tentam renegociar ou substituir contratos como o da Esportes da Sorte e da Betano.
O impacto financeiro da saída das bets no futebol brasileiro já havia sido estimado em R$ 1,4 bilhão para o setor como um todo, valor que cresce a cada novo contrato suspenso.






























