A disputa pela Presidência chega a este domingo (4) com 11 candidatos na urna, depois da desistência de Leonardo Avalanche (PRTB), anunciada na terça-feira (30), quatro dias antes da votação. O número final fica entre os 11 candidatos de 2022 e os 13 de 2018.

O TSE recebeu 13 pedidos de registro de candidatura à Presidência neste ano. O tribunal negou, por unanimidade, o registro de Pablo Marçal, lançado pelo PRTB.

Antes da rejeição final, a candidatura de Marçal já havia sido homologada mesmo com ele inelegível, e chegou a ser contestada por outros partidos.

O Partido Novo acionou o TSE para barrar a candidatura já em agosto, meses antes da decisão final do tribunal.

Avalanche assumiu a vaga de Marçal no PRTB, mas também saiu da disputa quatro dias depois de ser confirmado. Ele citou motivos "técnicos, jurídicos e pessoais" e disse que não declararia apoio a nenhum dos candidatos remanescentes.

Em 2022, o TSE recebeu 12 pedidos de registro, e 11 candidatos de fato disputaram o primeiro turno. Em 2018, foram 13 candidatos nas urnas, o maior número desde a eleição de 1989.

Quanto mais candidatos dividem o voto, maior a chance de nenhum deles atingir a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno. A Constituição manda o pleito para o segundo turno sempre que isso acontece.

Cada candidatura que cai antes da votação muda o cálculo dos votos que sobram para dividir entre quem fica — e é esse o efeito mais concreto da fragmentação, não o número de nomes na urna.

O primeiro turno das eleições de 2026 acontece neste domingo (4), em todo o país.

O ponto em aberto

A disputa de 2026 fica no meio da série histórica: mais fragmentada que 2022, menos que 2018. O efeito de uma corrida com 11 nomes sobre a chance de segundo turno só fica claro com a apuração dos votos de domingo.