O Ibovespa fechou setembro em 186.340,46 pontos, com alta de 5,03% no mês, a melhor desde janeiro de 2026. No terceiro trimestre, o acumulado chegou a 8%, enquanto o dólar recuou a R$ 5,1750 ante o real, com queda de 0,10% no período.
O resultado reverte a queda de 0,33% registrada em agosto e devolve o índice a um ritmo que não se via desde o início do ano.
O que explica a alta?
Investidores estrangeiros trouxeram R$ 9,6 bilhões para a Bolsa brasileira em setembro, recuperando as saídas de agosto. No ano, o fluxo estrangeiro acumulado já soma R$ 27,7 bilhões positivos.
O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, o quinto corte seguido. O IPCA de agosto teve deflação de 0,32%, e a inflação em 12 meses recuou a 4,22%.
A disputa apertada entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro também entra no radar do mercado, no mesmo movimento que já tinha feito a Bolsa disparar com uma pesquisa eleitoral em setembro.
Quais ações mais subiram e caíram?
A ação que mais subiu no mês foi a da Magazine Luiza, impulsionada pela parceria com o Mercado Livre e pela aprovação da Anvisa para venda de medicamentos.
Do outro lado, a Natura liderou as quedas depois que o JPMorgan rebaixou a recomendação das ações.
O mesmo fluxo que trouxe o estrangeiro de volta em setembro havia saído do país em agosto, o que mostra o quanto a alta ainda depende de decisões tomadas fora do Brasil.
O ponto em aberto
O mercado também observa como a disputa presidencial e a política de juros nos Estados Unidos vão evoluir até o fim do ano. Se o cenário externo mudar de novo, o mesmo capital que puxou a alta de setembro pode sair com a mesma velocidade.






























