O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou nesta sexta-feira (25) sete policiais militares por agressões durante o Carnaval de Salvador, no circuito Dodô, na noite de 14 de fevereiro. Um dos agentes teria fraturado a mandíbula de um dos foliões com golpes de cassetete.
Segundo a denúncia, uma discussão entre foliões terminou com três homens agredidos por uma guarnição do Batalhão de Policiamento Turístico (Bpatamo). Dois dos três agredidos eram, eles próprios, policiais militares que estavam de folga.
O MPBA aponta que o soldado Matheus Santos Fonseca atingiu com golpes de bastão as costas e o tórax de João Vitor Dias da Cruz.
Depois, o mesmo soldado teria desferido dois golpes de cassetete na cabeça de Rômulo Ramos da Costa Brito, que fraturou a mandíbula, foi internado e passou por cirurgia.
Outros dois soldados foram denunciados por agressões contra João Vitor, e um aspirante é acusado de agredir e torcer o braço de um terceiro homem, Marlon Araújo do Rosário.
Um aspirante foi denunciado por agressões e ofensas homofóbicas contra um dos foliões. Já a aspirante Adriana da Silva é acusada de constrangimento ilegal por tentar impedir que as agressões fossem filmadas por celular.
O último denunciado, o aluno oficial Arlinton Dourados dos Santos, responde por violência contra inferior hierárquico e supostas ofensas homofóbicas.
Em que provas o MP se baseou?
A denúncia foi construída com documentos, depoimentos, registros médicos, fotografias, imagens de câmeras de segurança e vídeos das agressões.
O que acontece agora
A denúncia segue agora para análise da Justiça. Se for recebida, os sete policiais passam a responder a uma ação penal como réus.
O processo segue então para a fase de instrução, com oitiva de vítimas e testemunhas e produção de outras provas, antes de uma eventual decisão sobre a condenação dos denunciados.





























