Um policial civil foi preso em flagrante na terça-feira (30) por atropelar mãe e dois filhos com uma viatura descaracterizada em Santana, na zona Norte de São Paulo. O menino de 10 anos está em estado grave, em cirurgia na cabeça.

O acidente ocorreu no cruzamento da Avenida Cruzeiro do Sul com a Rua Pedro Vicente, por volta das 23h44 de terça (30), segundo o Corpo de Bombeiros.

O carro era um Chevrolet Cobalt sem identificação da corporação. A Polícia Militar só descobriu se tratar de uma viatura da Polícia Civil durante buscas pela região, depois que o motorista fugiu do local.

O motorista foi identificado como Douglas Willian Pedroso, carcereiro da Divisão de Investigação sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Segundo a Polícia Militar, o policial apresentava sinais visíveis de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e teve a arma recolhida.

As outras duas vítimas são a mãe e a irmã do menino, segundo informações preliminares da Corregedoria da Polícia Civil. As duas foram hospitalizadas em quadro estável.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu socorreram as três vítimas, levadas ao Hospital das Clínicas. O delegado de plantão determinou perícia no veículo e ratificou a prisão em flagrante com base no Código de Trânsito Brasileiro.

A CNN Brasil procurou a Secretaria de Segurança Pública e aguarda retorno.

O que costuma acontecer após a prisão em flagrante?

Depois da prisão em flagrante, é comum que o motorista embriagado responda ao processo em liberdade mediante fiança. Foi o que aconteceu em julho, quando um motorista que atropelou seis pessoas na Grande BH foi liberado dias depois ao pagar fiança.

A recusa ao teste do bafômetro também vem se tornando mais comum, mesmo com a queda geral de acidentes causados por motoristas embriagados.

Um levantamento da Lei Seca mostra essa tendência nos últimos anos.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Corregedoria da Polícia Civil, que já determinou perícia no Chevrolet Cobalt usado no atropelamento. Em Brasília, o Senado analisa um projeto que amplia a prisão de motorista embriagado que causa lesão grave ou morte no trânsito.

Pelo Código de Trânsito Brasileiro, dirigir embriagado e causar lesão corporal já é crime, com pena que pode aumentar se houver fuga do local, como relatou a Polícia Militar.