O vereador Isac Félix (PL) anunciou que vai disputar a presidência da Câmara Municipal de São Paulo, em dezembro. Ele é líder do partido na Casa, que saiu fortalecido das eleições de domingo (4), quando elegeu 27 dos 94 deputados estaduais paulistas.
O resultado confirma o PL como a maior bancada entre os 14 partidos que vão ocupar a Alesp a partir de 2027.
O cargo é hoje ocupado por Ricardo Teixeira (União Brasil), reeleito em dezembro de 2025 com 49 dos 55 votos da Casa. Félix está no segundo mandato como vereador.
A candidatura rompe um acordo fechado em 2024, quando o prefeito Ricardo Nunes (MDB) foi reeleito com apoio do União Brasil. Pelo combinado, Teixeira comandaria a Câmara até 2027, e o vice-presidente João Jorge (MDB) assumiria de 2027 a 2029.
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Procurado pela Folha, João Jorge disse que só falaria sobre a Câmara após o 2º turno.
"Meu foco agora é me juntar ao prefeito Ricardo Nunes e ao governador Tarcísio de Freitas para eleger Flávio Bolsonaro presidente do Brasil", afirmou o vice-presidente da Câmara. Ele não negou que pretende disputar o cargo.
A disputa reabre, antes do previsto, a briga pelo controle de um cargo que administra a cidade quando faltam o prefeito e o vice.
O cargo é estratégico porque distribui projetos às comissões e promulga leis quando o prefeito não o faz no prazo legal. Em caso de ausência do prefeito e do vice, quem assume a administração municipal é o presidente da Câmara.
Como fica a composição da Câmara
O PL tem hoje 7 vereadores em São Paulo, empatado com MDB e União Brasil na segunda maior bancada da Casa. O PT lidera, com 8 cadeiras. A disputa de dezembro pode reorganizar essas alianças antes mesmo da nova legislatura.
Nove vereadores foram eleitos deputados estaduais ou federais no domingo (4) e devem deixar a Câmara até 1º de fevereiro de 2027, quando a nova legislatura toma posse.
Cinco suplentes assumirão o cargo pela primeira vez. Eles fazem parte do grupo que tentou outro cargo nesta eleição — quase metade do plenário paulistano.
A força do PL nas urnas tem rosto símbolo: a deputada estadual mais votada do estado foi a novata Eduarda Campopiano, com 1,9 milhão de votos. Em 2024, ela havia sido eleita vereadora da Praia Grande com apenas 3.583 votos.
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A TV Sim Brasil mostrou como a deputada mais votada de SP chegou lá copiando projetos de lei de outros parlamentares.
A saída de Lucas Pavanato, o deputado mais votado da história do estado, também abre espaço na legenda. Ele teve 3.038.438 votos para deputado federal, depois de já ter sido o vereador mais votado da capital em 2024.
O que acontece agora
A disputa pela presidência da Câmara de São Paulo está marcada para dezembro, quando a nova composição de 55 vereadores ainda não assumiu. Até lá, PL, MDB e União Brasil devem negociar apoios para fechar o próximo bloco de poder na Casa.





























