Cinco empresas de tecnologia brasileiras constroem, em parceria com a Universidade do Vale do Paraíba (Univap), em São José dos Campos (SP), o primeiro foguete nacional capaz de colocar carga em órbita. O projeto, batizado MLBR, recebeu R$ 189 milhões em investimento público.

O foguete vai pesar 12 toneladas na rampa de lançamento para levar à órbita uma carga de apenas 40 kg. Ele tem 12 metros de altura e três estágios de propulsão. A proporção mostra como é exigente colocar qualquer coisa em órbita.

A construção é liderada pela Cenic Engenharia, com as empresas Concert, Etsys, Delsis e Plasmahub. O motor líquido do foguete, batizado ARION, foi desenvolvido pela startup BIZU Space.

O investimento vem da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Os testes acontecem numa bancada própria dentro do Parque Tecnológico da Univap, batizada T8. A estrutura reúne centro de controle, laboratório de química e bancada de testes em contêineres.

O veículo terá doze toneladas na rampa [de lançamento] para conseguir, levar em órbita, uma carga com apenas 40 quilos.

A frase é do engenheiro Ralph Corrêa, do projeto MLBR.

O lançamento está previsto para 2026, segundo a CNN Brasil, embora outra fonte cite 2027. O Brasil também sedia lançamento estrangeiro em Alcântara: o foguete sul-coreano Sebit, que a Força Aérea interrompeu em agosto, pela 2ª vez em 8 meses.

O que acontece agora

O cronograma de testes segue no T8, em São José dos Campos, antes do lançamento. A AEB mantém parcerias semelhantes com outras universidades. Em junho, abriu um hub aeroespacial com a Finatec, na Universidade de Brasília.