A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação nesta segunda-feira (3) contra um suspeito esquema de entrada de drogas e celulares em presídios fluminenses, com quatro mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão. O principal alvo da investigação, o policial penal Wagner Jardim Dias, foi preso em Niterói; até as 7h, quatro pessoas haviam sido detidas. As prisões são temporárias — medida cautelar de investigação — e nenhum dos citados foi condenado.
A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com apoio da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). Segundo a Polícia Civil, a investigação começou depois que mulheres tentaram entrar com cerca de 20 quilos de drogas e 130 celulares no Presídio Nelson Hungria, o Bangu 7, no Complexo de Gericinó, em novembro de 2025.
Até a publicação desta matéria não havia manifestação pública da defesa de Wagner Jardim Dias nem dos demais investigados. A TV Sim Brasil mantém o espaço aberto para o posicionamento das defesas.
Como a polícia diz que o esquema funcionava
De acordo com a Polícia Civil, servidores penais suspeitos de envolvimento fariam apenas uma revista superficial dos materiais, mas uma denúncia teria levado à descoberta da ação antes que os itens chegassem aos detentos. A partir daí, ainda segundo a corporação, os investigadores cruzaram imagens, dados financeiros e diligências e identificaram o que descrevem como uma organização estruturada, com divisão de tarefas entre visitantes cadastradas e colaboradores externos para abastecer integrantes de facções presos no sistema penitenciário. As conclusões são da fase de investigação e ainda não foram submetidas ao contraditório judicial.
Quem é o principal investigado
O policial penal Wagner Jardim Dias é apontado pela Polícia Civil como o suposto responsável por facilitar a entrada de drogas e celulares nas unidades prisionais fluminenses. Ele foi preso em casa, em Niterói. Segundo a investigação, teria movimentado mais de R$ 259,6 mil em transferências bancárias sem justificativa econômica aparente — valor que a polícia considera incompatível com sua capacidade financeira. Wagner já havia sido preso em novembro de 2025 no âmbito da mesma investigação e ficou detido até fevereiro deste ano; nesta segunda-feira, voltou a ser preso durante o cumprimento dos mandados judiciais. Ele não responde a condenação e é presumido inocente até decisão judicial definitiva, nos termos do art. 5º, LVII, da Constituição.


























