A defesa da influenciadora Virginia Fonseca emitiu uma nota nesta quinta-feira (9) para contestar as acusações feitas pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), que alega irregularidades em um processo iniciado no dia anterior. Segundo a ação, Virginia e o site de apostas Blaze teriam criado uma 'estratégia coordenada' para atrair apostadores durante a Copa do Mundo de 2026.

Acusações do MP

O MPDFT identificou indícios de práticas abusivas, como a retenção sistemática de valores e imposição de metas de apostas inatingíveis. O advogado Sanderson Mafra, representante de Virginia, afirmou que as alegações serão contestadas com provas técnicas que demonstram a improcedência dos pedidos contra a influenciadora.

Conteúdo nas redes sociais

Em um vídeo postado no Instagram, Virginia sugeriu apostas em um jogo entre Cabo Verde e Argentina, gerando críticas por supostamente induzir seus seguidores ao erro. O MP argumenta que a influenciadora não identificou claramente o conteúdo como publicidade, o que poderia enganar os consumidores.

Reação da Blaze

A empresa Blaze se manifestou, informando que não foi formalmente intimada e reafirmou seu compromisso com a transparência e conformidade legal. A plataforma também destacou que suas operações seguem as melhores práticas de mercado, priorizando a segurança dos usuários.

Ação civil pública

O MP busca uma indenização mínima de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, alegando que a abordagem da Blaze visa especialmente indivíduos em situação de vulnerabilidade econômica. Para fundamentar a ação, o MP coletou mais de 42 mil reclamações contra a plataforma.

Depoimento no Senado

No passado, Virginia compareceu à CPI das Bets e afirmou que não se arrepende dos anúncios feitos para empresas de apostas, destacando que sempre seguiu a legislação e alertou seus seguidores sobre os riscos associados.