A vereadora Marcela Trópia, do partido Novo, revelou ter sido alvo de retaliação na Câmara Municipal de Belo Horizonte. A declaração veio após ela ser a única parlamentar a votar contra a proposta que permite a entrada de animais de estimação em supermercados da cidade.
Votação polêmica
Na votação referente ao projeto de lei, que ocorreu em 16 de junho, Trópia foi a única a se opor, enquanto a proposta recebeu 30 votos favoráveis e apenas um contrário, além de cinco abstenções. A mudança de apoio entre os vereadores, que antes eram a favor, foi atribuída pela vereadora a questões pessoais, o que, segundo ela, prejudica a cidade e os negócios locais.
O projeto de lei de Trópia
O projeto de lei PL 187/2025, que foi votado em segundo turno no dia 9 de julho, tinha como objetivo flexibilizar as normas de publicidade em imóveis tombados na capital. A proposta previa que a autorização para veiculação de anúncios ficasse a cargo do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM-BH).
Críticas e defesas
Durante a votação, apenas dois vereadores se manifestaram contra a proposta, Dr. Bruno Pedralva e Pedro Patrus, ambos do PT. Patrus criticou a falta de discussão mais abrangente sobre o tema, alertando para os riscos que a flexibilização poderia trazer ao patrimônio histórico da cidade.
Mudança de posicionamento
Na segunda votação, a situação se inverteu, com a união entre vereadores conservadores e membros do PL ao lado dos petistas, resultando em 20 votos contrários ao principal artigo do projeto, esvaziando sua proposta. Apenas 10 vereadores apoiaram a medida e houve uma abstenção.
Justificativa de Trópia
Em defesa de seu projeto, Marcela Trópia afirmou que a proposta não ignorava a proteção do patrimônio histórico, mas buscava preservar as decisões do Conselho, ao mesmo tempo que oferecia alternativas para valorizar espaços que fazem parte da identidade cultural de Belo Horizonte.




