Na manhã do último sábado (6), Wandersson Benedito Pereira da Silva, de 25 anos, foi encontrado sem vida em uma cela do Presídio Professor Jacy de Assis, localizado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ele estava detido desde a quarta-feira anterior, dia 3, sob a acusação de ter tirado a vida de seu próprio filho, uma criança de apenas três meses.
Detalhes da descoberta
Conforme informações da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), agentes penitenciários que faziam o plantão foram chamados para verificar uma situação em uma das celas. Ao chegarem, encontraram Wandersson sem sinais vitais, pendurado por uma corda artesanal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas confirmou o óbito.
Histórico do detento
A Sejusp informou que Wandersson havia sido admitido na unidade prisional no dia 3 de junho e estava em uma cela individual. Ele possuía um histórico de passagens pelo sistema prisional desde 2019. A direção do presídio já instaurou um procedimento interno para investigar as circunstâncias da morte.
Investigação da Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) recebeu a responsabilidade pelas investigações criminais e enviou uma equipe ao presídio no mesmo dia da descoberta do corpo para coletar informações e realizar os procedimentos de praxe. O corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal para exames detalhados.
O caso do bebê
A prisão de Wandersson ocorreu após ele confessar a morte de seu filho. A mãe da criança, de 22 anos, também foi detida sob suspeita de omissão. O bebê faleceu devido a um traumatismo cranioencefálico grave causado por agressões físicas. O laudo necroscópico revelou que a criança apresentava sinais de violência anterior, sugerindo que já havia sido agredida em outras ocasiões.
Relatos dos pais
Os pais alegaram que o bebê havia se engasgado com leite, mas a presença de hematomas no rosto da criança levantou suspeitas. Em seu depoimento, Wandersson admitiu ter arremessado o bebê contra o berço por estar incomodado com o choro da criança. A mãe presenciou os atos de violência, mas afirmou que sofria ameaças do companheiro. Ambos permanecem detidos e a investigação sobre as mortes continua.




