O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) criticou as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, chamando-as de medidas "injustas e descabidas". Em entrevista a jornalistas, Alckmin reiterou os argumentos do governo brasileiro, que destaca o superávit comercial dos EUA em relação ao Brasil.

Reação do governo

Durante a coletiva, Alckmin defendeu que o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, um dos alvos da administração Trump, não prejudicou as empresas de cartões de crédito. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também se manifestou, considerando as tarifas como uma "interferência externa indevida".

Aspecto político das tarifas

Durigan ainda abordou o tema sob uma perspectiva política, referindo-se às tarifas como uma "muleta eleitoral". A posição do governo é clara em relação ao impacto negativo que essas medidas podem ter nas relações comerciais entre os países.

Medidas de apoio aos exportadores

Os ministros presentes na coletiva, incluindo Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Indústria, Comércio e Serviços), discutiram formas de apoio aos exportadores que estão sendo afetados pelo tarifaço e pela guerra no Irã. Durigan anunciou a intenção de reforçar o programa Brasil Soberano, que oferece linhas de crédito para esses exportadores.

Próximos passos

O ministro da Fazenda também informou que a proposta de utilizar a Lei de Reciprocidade será levada ao presidente Lula, que terá a palavra final sobre a possível adoção de medidas em resposta às tarifas americanas.

Conclusão

A discussão sobre as tarifas dos EUA e as respostas do governo brasileiro continua a ser um tema importante na agenda política, refletindo as tensões nas relações comerciais internacionais.