O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, anunciou nesta quinta-feira, 16, que a nova tarifa que será aplicada pelos Estados Unidos poderá afetar cerca de 18% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano. Esse percentual corresponde a um montante estimado de US$ 7,4 bilhões, considerando os embarques de 2024.
Impacto nas exportações
Se a análise for estendida para 2025, a participação dos setores que serão impactados pela tarifa cai para 15%, totalizando US$ 5,8 bilhões. A nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros será implementada em 22 de julho de 2024, e os produtos que já estão em trânsito até 29 de julho não estarão sujeitos a essa cobrança.
Ações do governo
Durante a coletiva de imprensa, o ministro enfatizou que o governo federal focará em apoiar os setores mais afetados pela medida. Entre os setores prioritários estão a indústria de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.
Prioridade do governo
Márcio Elias ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o apoio a esses segmentos será a principal prioridade do governo. Entre as estratégias a serem adotadas, estão medidas para incentivar a diversificação de mercados para as empresas exportadoras.
Coletiva de imprensa
A coletiva contou com a participação de outros membros do governo, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Dario Durigan, o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima João Paulo Capobianco.
Reações políticas
Além das análises do ministro, a nova tarifa gerou reações políticas, com críticas de figuras como o senador Flávio e o governador Zema, que responsabilizam o governo Lula pela situação. Em contrapartida, o governo americano argumenta que a tarifa é uma medida necessária, embora o banqueiro central tenha contestado a lógica por trás da decisão.




