Minas Gerais elegeu dois novos senadores no domingo (4): Domingos Sávio (PL), com 24,21% dos votos válidos, e Marília Campos (PT), com 19,44%. Os dois assumem mandatos de oito anos a partir de 2027, substituindo Carlos Viana e Renzo Braz.

Um terceiro nome também chega à Casa. Alex Sandro Coelho Diniz (PL), suplente de Cleitinho Azevedo, assume a cadeira que o agora governador eleito deixa no Senado.

Sávio é médico veterinário e está no 4º mandato como deputado federal. Começou como vereador e depois prefeito de Divinópolis, foi deputado estadual por oito anos e chegou à Câmara em 2011. É a primeira vez que concorre ao Senado.

Ele se apresentou como candidato alinhado ao bolsonarismo e recebeu apoio de Flávio Bolsonaro e de Nikolas Ferreira. Cleitinho também declarou apoio a Sávio na corrida.

Depois da eleição, Sávio disse que pretende trabalhar ao lado de Cleitinho em pautas de interesse de MG, entre elas a renegociação da dívida do estado com a União.

A pauta une governo e oposição: é a mesma bandeira que Cleitinho já cobra do futuro presidente e que também aparece no discurso da senadora petista eleita.

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Campos é psicóloga e está na política desde os anos 1980. Foi vereadora e prefeita de Contagem por quatro mandatos, além de deputada estadual por três legislaturas. Também chega ao Senado pela primeira vez.

É uma das principais lideranças do PT em Minas e fez campanha alinhada a Lula. Chegou a ser cotada para disputar o governo do estado, mas preferiu concorrer ao Senado; será a segunda mulher eleita pelo estado para a Casa.

Campos defende um pacto por Minas Gerais para enfrentar a dívida do estado com a União. Hoje, o estado está no Propag, programa que oferece 30 anos para refinanciar a dívida, mas ela defende medidas extras para aliviar o orçamento mineiro.

O PT chegou a cotar Campos para disputar o governo de Minas, mas ela preferiu o Senado.

Como fica a bancada mineira

A bancada de MG no Senado muda de composição a partir de 2027. Saem Carlos Viana (PSD), que não se reelegeu, e Renzo Braz (PP), suplente de Rodrigo Pacheco. Entram Sávio, Campos e Alex Sandro Coelho Diniz.

Viana, que deixa o cargo, também defendia a renegociação da dívida mineira.

Alex Diniz, o novo senador suplente, assume a cadeira que Cleitinho deixa após ser eleito governador de Minas com 55,40% dos votos. Diniz é sócio da rede de supermercados Coelho Diniz, acionista do Grupo Pão de Açúcar, e declarou patrimônio de R$ 66 milhões.

O que acontece agora

Os três assumem as cadeiras em fevereiro de 2027, no início da nova legislatura. Até lá, Cleitinho ainda responde pelo mandato de senador antes de tomar posse como governador.