Uma pesquisa da Ipsos com 32 países mostra que 58% dos brasileiros apontam a saúde mental como o principal problema de saúde do país, acima da média global, de 48%. O Dia Mundial da Saúde Mental é neste sábado (10).

O levantamento, batizado de Monitor da Saúde 2026, ouviu 22.528 adultos entre 13 de julho e 7 de agosto, cerca de mil deles no Brasil. O percentual brasileiro subiu de 52% no ano passado para 58% agora.

Entre as mulheres, a preocupação chega a 68%; entre os homens, a 47%, uma diferença de 21 pontos percentuais.

Depois da saúde mental, os brasileiros citam outros problemas de saúde que também preocupam:

Chile lidera o ranking mundial da preocupação com saúde mental, com 75%, seguido da Suécia, com 70%. Alemanha e Colômbia empatam com o Brasil, em 58%.

Para a psicóloga empresarial Denise Milk, especialista em desenvolvimento de lideranças, o aumento dos afastamentos mostra que o tema deixou de ser periférico nas empresas.

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"Estamos falando de um problema que impacta pessoas, famílias e também a capacidade das empresas de sustentar seus resultados", afirma Denise Milk.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 7 pessoas no mundo, o equivalente a 1,2 bilhão, vive com algum transtorno mental. No Brasil, a saúde mental já pesa tanto quanto o exame físico na campanha do Outubro Rosa.

No Brasil, a preocupação já virou regra: desde setembro, a NR1 sobre saúde mental no trabalho está em vigor, obrigando empresas a mapear riscos psicossociais.

Os números mais recentes de afastamento, porém, vão na direção oposta à percepção do levantamento: segundo dados oficiais, os afastamentos por saúde mental caíram 13% no último semestre.

Ainda que os afastamentos tenham caído, a preocupação das pessoas com o tema não parou de crescer.

O que acontece agora

A NR1 segue em implementação nas empresas brasileiras. O próximo levantamento global da Ipsos deve sair em 2027, permitindo comparar se a percepção dos brasileiros muda com a nova regra em vigor.