A Volvo Cars vendeu 141,6 mil carros no terceiro trimestre, queda de 11% frente ao mesmo período do ano passado, informou a montadora sueca nesta sexta-feira (2). A empresa descartou a meta de vendas e fluxo de caixa que havia traçado em julho.
Segundo a Volvo, o mercado da Grande China despencou 41% no trimestre, e as Américas recuaram 14%. A Europa foi a região mais resiliente, segundo a montadora.
A projeção descartada previa vendas mais fortes no segundo semestre e fluxo de caixa livre positivo e robusto perto do fim do ano, conforme o comunicado de julho. A empresa não apresentou nenhum número novo no lugar.
A Volvo, controlada majoritariamente pela chinesa Geely, já enfrentava dificuldade para cumprir metas de rentabilidade por causa de tarifas, menor demanda por elétricos e custos altos de desenvolvimento.
Como o mercado reagiu
As ações da Volvo chegaram a cair 4% na sessão desta sexta, batendo a mínima histórica de 14,60 coroas suecas (R$ 7,59). Os papéis já perderam cerca de metade do valor neste ano.
Isso já era, em parte, esperado, porque vimos que o mercado tem estado muito difícil.
disse Hampus Engellau, analista do banco sueco Handelsbanken, sobre a retirada da projeção.
Segundo a própria Volvo, a retração foi puxada principalmente pela piora nas condições de mercado na China e por uma recuperação mais lenta do que o esperado nos Estados Unidos, enquanto a Europa seguiu resiliente.
A mudança de comando já está em curso. Klaus Zellmer, hoje presidente da Skoda, deve assumir o cargo de diretor-presidente da Volvo dentro de um ano, à frente da tentativa de reaquecer as vendas num mercado mais competitivo.
A Volvo também aposta no Brasil para crescer. A marca lançou recentemente um sedã elétrico de R$ 659 mil no país.
A dificuldade não é só da Volvo. A Volkswagen também registrou queda nas vendas no 2º trimestre deste ano.
A controladora chinesa segue investindo no Brasil por outra frente. A Geely ampliou a parceria com a Renault no país para R$ 5,8 bilhões.






























