O pivô francês Victor Wembanyama, do San Antonio Spurs, criticou nesta sexta-feira (2) colegas da NBA que promovem apostas esportivas, dizendo que nunca aceitaria esse tipo de patrocínio. A fala vem dias depois de LeBron James assinar contrato com uma plataforma de apostas.

"Nunca farei isso. Sinceramente, acho muito triste ver alguns jogadores promovendo-as", disse Wembanyama. "Cada um faz o que quer, mas não contem comigo."

Qual acordo de LeBron motivou a crítica?

LeBron fechou parceria com a Polymarket, plataforma de mercado de previsão, revelada em meados de setembro. Segundo a imprensa americana, o acordo paga a LeBron US$ 15 milhões por ano como garoto-propaganda, sem que ele seja investidor da empresa.

O valor supera o que LeBron recebe jogando: ele assinou contrato de dois anos e US$ 8 milhões com o Philadelphia 76ers, depois de ganhar cerca de US$ 52 milhões na última temporada pelo Lakers.

Pela conta, a Polymarket paga a LeBron, sozinha, quase o dobro do que todo o seu contrato de dois anos com o 76ers vale.

Além de LeBron, outras estrelas como Kevin Durant e Giannis Antetokounmpo também têm relações próximas com empresas de apostas, segundo o Metrópoles.

O que a NBA permite nesse tipo de parceria?

A liga permite que jogadores façam parcerias com marcas de apostas e de mercado de previsão. O regulamento só proíbe que os atletas promovam apostas diretamente relacionadas à própria NBA.

Segundo o CBS Sports, acordos como o de LeBron chegam num momento em que os patrocínios de jogadores da NBA enfrentam mais escrutínio público.