Estudantes de pelo menos oito estados fazem nesta sexta-feira (9) o terceiro dia seguido de atos de apoio à reeleição do presidente Lula (PT), convocados pela UNE. A mobilização segue dois dias depois de um homem atirar perto de um protesto na UFS, em Sergipe.

Os atos desta sexta reúnem estudantes em oito estados: Maranhão, Pernambuco, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, segundo a CNN Brasil.

Na quinta-feira (8), a mobilização já havia chegado a pelo menos 13 estados. "Não podemos regredir para um Estado que não respeite os direitos humanos, que não valorize a universidade pública", disse a estudante Ada Victória Moura Leite, 18, da UnB.

A onda de protestos começou na quarta-feira (7), no Rio de Janeiro, com concentração entre a Candelária e a Cinelândia. É a terceira etapa de uma mobilização nacional lançada pela UNE, que aprovou a campanha "Estudantes com Lula pelo futuro do Brasil" na terça-feira (6).

Publicidade

A entidade previu atos nas ruas até o segundo turno, em 25 de outubro. As pautas incluem a defesa da educação pública, o fim da escala de trabalho 6x1 e a manutenção do programa Pé-de-Meia.

O que aconteceu no ato da UFS?

Um homem chegou de carro perto do ato estudantil em frente à UFS, em São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju, na quinta-feira (8), exibiu uma arma e efetuou disparos para o alto. Não há registro de feridos.

A Polícia Civil do Estado de Sergipe apura o caso. O advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou o episódio como "violência política".

"É preciso denunciar, com toda clareza, o que está acontecendo novamente", disse Messias.

Publicidade

A UNE afirmou que o homem teria tentado tumultuar o ato. Em nota, a reitoria da UFS repudiou "qualquer forma de violência ou intimidação, independentemente de orientação política". O episódio reacende a tensão da campanha, a duas semanas da votação do segundo turno.

Nas redes sociais, o deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) atribuiu o disparo a um simpatizante bolsonarista.

O que acontece agora

A UNE mantém atos até 25 de outubro, data do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). A entidade defende a continuidade do fim da escala 6x1, tema que dividiu os candidatos no Senado. A apuração dos disparos em Sergipe segue aberta.