O primeiro turno das eleições de 2026 ocorre neste domingo (4) sob risco de chuva forte. O Inmet mantém alerta amarelo de tempestade, com até 50 mm de chuva por dia e risco de granizo, no Sul, no Sudeste e em parte do Centro-Oeste.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a chuva na capital paulista já se intensifica nesta quinta-feira (1º), com pancadas pela manhã e chuva generalizada à tarde.
Na sexta (2), a frente fria se afasta para o litoral fluminense e o tempo melhora. No sábado (3), véspera da votação, o sol aparece por mais tempo e as pancadas ficam restritas à tarde.
A queda nas temperaturas acompanha a chegada da frente fria, mas não reduz o volume de chuva previsto para o fim de semana.
No Paraná, o Simepar aponta 88% de chance de chuva em Curitiba no dia do 1º turno das eleições, com previsão semelhante para Londrina, Cascavel, Toledo e Maringá. O estado monta um plano de contingência para a votação sob chuva.
Santinhos espalhados no chão podem ser um risco à parte.
Papéis de propaganda eleitoral molhados ficam mais escorregadios e aumentam o risco de queda, sobretudo para idosos, segundo o alerta divulgado pelas autoridades paranaenses.
O que o TSE está fazendo para monitorar o risco climático?
O TSE instituiu a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026, pela Portaria nº 527/2026, reunindo o Inmet, o Cemaden, o Inpe, a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Defesa Civil Nacional para acompanhar riscos meteorológicos durante a votação.
Com os dados integrados, a sala pode indicar locais de votação reserva, rotas de transporte emergenciais e reforço na comunicação para mesários e eleitores em áreas de risco. Já em junho, o governo avaliava o risco climático do El Niño para o calendário eleitoral.
O que muda para quem vai votar na chuva?
A votação começa às 8h e termina às 17h, no horário de Brasília, em todo o país, e a chuva não altera esse cronograma oficial. Quem já estiver na fila no horário de encerramento tem direito a votar, mesmo depois das 17h.
Em 2008, uma forte chuva atrasou o fim da votação e o início da apuração em Florianópolis (SC). O episódio mostra que o clima já interferiu antes no processo eleitoral brasileiro.
A Sala Nacional de Situação Climática foi criada para reduzir esse tipo de impacto nesta reta final da campanha eleitoral de 2026.






























