O padre Marcelo Rossi publicou um vídeo nas redes sociais neste domingo (4), logo após votar, brincando que nem a mãe sabia seu voto. Na fala, fez um sinal de L com as mãos, gesto que seguidores associaram a apoio a Lula (PT).

"Exercendo a minha cidadania, mas nem minha mãe sabe para quem vou votar", disse o padre, segundo o Metrópoles.

Padre Marcelo Rossi com as mãos postadas em oração, foto de arquivo
Padre Marcelo Rossi em foto de arquivo Foto: Sérgio (Savaman) Savarese/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Nas imagens, publicadas com 13 fotos no Instagram, o padre aparece chegando ao local de votação, cumprimentando outros eleitores e esperando na fila.

O gesto de L não confirma o voto do padre: a interpretação partiu dos próprios seguidores nos comentários, não de uma declaração direta dele sobre o candidato escolhido.

Como os seguidores reagiram

Os comentários na publicação se dividiram entre elogio e crítica. Parte dos seguidores comemorou o que entenderam como um aceno: "FEZ O L", "É Lula! Parabéns, Padre Marcelo Rossi!" e "Eu sempre soube, bora!", escreveram internautas.

Outra parte criticou a exposição política do religioso. "Lamentável", escreveu uma pessoa. "Muito triste. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", comentou outra, numa referência ao lema usado por apoiadores de Jair Bolsonaro.

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Antes de deixar a seção eleitoral, Marcelo Rossi também brincou sobre sua altura de 1,95 m, ao esbarrar a cabeça numa placa, e posou para fotos com fiéis e com policiais que trabalhavam no local.

Não é a primeira vez que o gesto de L vira notícia nesta eleição: a cantora Ivete Sangalo fez o mesmo sinal em um show em Belo Horizonte, depois de o público gritar o nome de Lula.

A legenda da publicação reforçava o tom religioso do post: "Amados, exercendo minha cidadania!!! A ALEGRIA DO SENHOR É NOSSA FORÇA".

O que acontece agora

O padre não confirmou publicamente em quem votou. Marcelo Rossi integra a lista de famosos cujo posicionamento é observado nesta eleição, em que Lula soma mais apoios declarados entre celebridades do que o adversário Flávio Bolsonaro.

O episódio também reflete a disputa pelo voto religioso entre os dois presidenciáveis, tema que pesquisas eleitorais vêm acompanhando ao longo da campanha.