Na quinta-feira, 9 de julho de 2026, a Polícia Federal, em parceria com a Controladoria Geral da União, iniciou a 2ª fase da operação Monã, voltada para a apuração de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação se concentra no uso de declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas, utilizadas para obter benefícios previdenciários de forma irregular.

Detenções e Afastamentos

Os agentes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro, na Bahia. Além disso, a Justiça Federal também determinou o afastamento de dois funcionários públicos que estariam envolvidos no esquema criminoso. As ações têm como objetivo desmantelar a estrutura que possibilitou essas fraudes.

Bloqueios e Sequestros

Durante a operação, foi autorizado o bloqueio judicial de mais de R$ 1,5 milhão em contas bancárias relacionadas aos suspeitos. Também foi determinado o sequestro de um veículo ligado ao esquema, evidenciando a gravidade das irregularidades investigadas.

Impacto do Esquema

As investigações revelam que o grupo criminoso utilizava declarações fraudulentas para acessar benefícios como aposentadorias rurais e salários-maternidade. Além disso, também há indícios de que os envolvidos promoviam a contratação de empréstimos consignados associados aos benefícios obtidos de maneira ilícita.

Prejuízos Milionários

Os investigadores apontam que esse esquema de fraudes pode ter causado um prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos. Essa situação levanta preocupações sobre a segurança e a integridade do sistema previdenciário.

Possíveis Consequências Legais

Os indivíduos envolvidos na operação podem enfrentar sérias consequências legais, respondendo por crimes como associação criminosa, estelionato previdenciário, além de corrupção ativa e passiva. A operação Monã reflete o esforço das autoridades para coibir fraudes e proteger os direitos dos cidadãos que realmente necessitam dos benefícios do INSS.