Uma pesquisa realizada pelo Mapa da Felicidade Real dos Brasileiros revelou que os jovens brasileiros entre 16 e 24 anos são os mais infelizes do país. Os dados mostram um quadro alarmante de insatisfação entre esse grupo etário, que se sente menos apoiado e mais preocupado em comparação com outras faixas etárias.
Resultados da pesquisa
Os números são impactantes: apenas 33% dos jovens dessa faixa etária afirmam estar muito satisfeitos com a vida. Em contrapartida, a média de satisfação entre pessoas acima de 25 anos atinge 47,9%. Além disso, 32,5% dos jovens se consideram satisfeitos com a vida, enquanto na população mais velha, esse índice é de 50,5%.
Conexões sociais e felicidade
A pesquisa, conduzida pela especialista em Ciência da Felicidade, Renata Rivetti, em parceria com o Instituto Ideia, entrevistou 1,5 mil brasileiros entre 20 de fevereiro e 1º de março de 2026. Os resultados indicam que 79% dos jovens sentem que têm com quem contar, um número significativamente inferior ao de 88,5% entre adultos mais velhos.
Preocupações e trabalho
Em relação ao trabalho, a pesquisa aponta que 46,7% dos jovens relatam que suas ocupações os deixam mais infelizes, um número que supera em mais de duas vezes a média de 20,5% observada entre as demais idades. Isso mostra uma conexão direta entre a insatisfação no trabalho e a infelicidade geral desse grupo.
Impacto das redes sociais
Outro dado preocupante é que mais de 77% dos jovens já compararam suas vidas com a de outras pessoas nas redes sociais, e 71,1% afirmam ter se sentido tristes após consumir esse tipo de conteúdo. Essa constante comparação pode estar exacerbando a sensação de insatisfação.
Reflexões sobre a juventude
Renata Rivetti destaca que esses dados desafiam a percepção comum de que a juventude é uma fase repleta de entusiasmo e oportunidades. Ao contrário, essa geração parece enfrentar um cenário de maior sofrimento e solidão em relação aos mais velhos. “Quando uma geração inteira relata menos felicidade, a discussão se torna essencialmente sobre desenvolvimento social e futuro”, alerta Rivetti.




