O governo federal decidiu adiar a retirada do subsídio à gasolina, inicialmente prevista para esta semana, devido à recente escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira (9).

Reavaliação da Situação

Durigan ressaltou que a deterioração da situação no Oriente Médio exige uma abordagem cautelosa. "O preço da gasolina sofreu uma alteração que não era esperada", declarou o ministro, referindo-se ao impacto dos conflitos na região sobre os custos do combustível.

Além disso, o ministro afirmou que o imposto de exportação sobre o petróleo, atualmente fixado em 12%, será mantido, mesmo com a reavaliação do subsídio. O preço do petróleo chegou a US$ 80, o que justifica a necessidade de prudência em relação à retirada do subsídio.

Aumento das Tensão no Oriente Médio

A situação no Oriente Médio se agravou após os Estados Unidos atacarem mais de 90 alvos militares no Irã, rompendo um frágil cessar-fogo entre as nações. Os americanos acusam o Irã de atacar navios comerciais que transitavam pelo estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

O estreito de Hormuz é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, e a possibilidade de um novo bloqueio pode elevar ainda mais os preços do barril, que já apresentou alta de 2% na última quinta-feira.

Histórico de Subsídios

Em março, o governo brasileiro havia anunciado um pacote de subvenções ao diesel em resposta ao aumento de preços decorrente da Guerra no Irã e à ameaça de greve dos caminhoneiros. Esse pacote incluía a eliminação de impostos e um subsídio de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores.

Mais recentemente, em maio, foi instaurada uma nova subvenção, de R$ 0,89 por litro, para gasolina nacional ou importada, financiada com recursos da União. No entanto, a retirada do subsídio anunciada anteriormente foi suspendida em função da nova realidade geopolítica.

Prontidão do Governo

Durigan enfatizou a necessidade de manter a prontidão para tomar medidas rápidas em resposta a mudanças nas circunstâncias. Ele destacou que a isenção do ICMS do diesel já foi encerrada, assim como parte da subvenção ao combustível. O governo continua atento às flutuações do mercado e aos impactos na economia nacional.