A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (8.jul.2026) que não encontrou nenhuma arma na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada no condomínio Solar de Brasília. A operação de busca e apreensão foi realizada para verificar se todos os armamentos registrados em seu nome foram devidamente entregues, conforme estipulado por ordens judiciais.

Detalhes da operação

A equipe da PF, sob a liderança do delegado Victor Negreiros, fez uma busca detalhada na casa do ex-presidente, mas não apreendeu nenhum objeto. O relatório foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que supervisiona a execução penal de Bolsonaro.

Motivos da busca

O ministro Moraes destacou que havia discrepâncias nas informações fornecidas pela defesa de Bolsonaro sobre a entrega das armas, o que tornava a operação necessária. Ele enfatizou que a presença de armamentos na residência do ex-presidente, após a determinação de entrega total, era incompatível com a ordem judicial.

Armas entregues e localização

Na segunda-feira (6.jul.2026), o Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou que entregou à PF seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro. Porém, duas dessas armas não estavam disponíveis no quartel. A defesa do ex-presidente afirmou que uma das armas, uma pistola Glock, havia sido apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Defesa de Bolsonaro se manifesta

Os advogados de Bolsonaro alegaram que a espingarda Maestro Arms Company, mencionada no caso, foi um presente e se encontra em uma loja de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS). Eles solicitaram que o ministro Moraes oficie a loja para confirmar a situação da arma. Um dos advogados, João Henrique Freitas, comentou sobre a operação e lamentou que um ex-presidente tenha que passar por tal procedimento.

Condições da prisão domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses e está sob prisão domiciliar humanitária por razões de saúde desde 24 de março. Apesar de manter o regime domiciliar, o ministro Moraes revogou o porte de arma e o certificado de registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente.

A apreensão do arsenal foi motivada por um incidente ocorrido em 15 de junho, quando a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma pistola Glock em um carro conduzido por um membro da equipe de segurança de Bolsonaro. Embora a defesa tenha afirmado que a arma estava inoperante e em manutenção, o STF considerou a posse de armamentos incompatível com a situação jurídica atual do ex-presidente.