No dia 8 de novembro, a reconstituição do latrocínio que vitimou um casal de idosos em Belo Horizonte trouxe à tona o desabafo de diaristas que se sentiram atingidas pela desconfiança gerada pelo crime. O caso envolveu Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita de ter cometido o crime enquanto trabalhava na residência da vítima.
Impacto na confiança dos empregadores
Lilian, uma diarista com mais de 20 anos de experiência, expressou seu descontentamento com a forma como a categoria é vista após o ocorrido. Segundo ela, a confiança que patrões tinham em profissionais conhecidas foi abalada. "Prejudicou demais. Prejudicou a imagem de todas as diaristas", afirmou.
Desconfiança aumentada
Após o crime, muitos empregadores começaram a questionar suas funcionárias sobre referências e a origem de seus trabalhos. "Agora ninguém está confiando no nosso trabalho. Estamos sendo vigiadas pelos patrões que conhecem a gente há anos", relatou Lilian, enfatizando que a situação é injusta para a maioria dos profissionais da área.
Reputação abalada
A diarista ressaltou que ela e suas colegas são honestas e trabalham dignamente. "Estamos pagando o preço por causa dessa vagabunda. Nós não temos culpa. Temos referência, boa índole e trabalhamos honestamente", declarou, referindo-se à suspeita.
Um apelo à empatia
Lilian pediu que a sociedade não generalize as ações de uma única pessoa. "Nem todo mundo é igual. Não é porque fomos criados na favela que todos são iguais. Existe gente honesta que sai de casa todos os dias para trabalhar", pediu.
Classificação da suspeita
Durante a entrevista, ela descreveu Paola como "assassina" e "pilantra", afirmando que não a considera uma verdadeira diarista. "Diarista, não. Ela é estelionatária, pilantra, assassina", finalizou, ressaltando a seriedade da situação e a dor causada pela associação indevida entre o crime e sua profissão.
Reconstituição do crime
A reconstituição do duplo latrocínio ocorreu no apartamento onde moravam Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. A Polícia Civil confirmou que Paola, ao trabalhar na residência pela primeira vez, dopou o casal e os assassinou com múltiplas facadas, levando joias e outros pertences. A arma do crime foi localizada durante a investigação, servindo como uma das principais evidências.




