A ex-subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Kellen Silva Senra, não compareceu à audiência pública realizada na última quarta-feira (8) pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O encontro visava esclarecer supostas irregularidades na aquisição de material didático pela Secretaria de Estado da Educação (SEE).
Irregularidades no Contrato
Os parlamentares investigam a assinatura de um contrato no valor de R$ 348 milhões, firmado em dezembro de 2025 com a empresa Fazer Educação, sem a realização de licitação. O contrato foi fechado durante a gestão do ex-secretário Rossieli Soares, que foi exonerado em abril de 2026 pelo ex-governador Romeu Zema.
Importância da Presença da Ex-Subsecretária
A presidente da comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT), destacou que a presença de Senra era crucial para que fossem esclarecidos os procedimentos de estudo e planejamento que levaram à assinatura do contrato. Beatriz enfatizou que um cidadão havia alertado o governo sobre indícios de corrupção, mas o pagamento foi realizado apenas seis dias após a assinatura.
Denúncias e Investigações
Beatriz Cerqueira mencionou que já havia feito denúncias à Polícia Federal sobre um possível esquema envolvendo vários estados. Além disso, a deputada já havia feito representações ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao Ministério Público Federal, órgãos que têm a responsabilidade de investigar a situação.
Contexto do Ex-Secretário
Rossieli Soares, ex-ministro da Educação durante o governo de Michel Temer, possui um histórico de passagens como secretário de educação em diversos estados, incluindo São Paulo, Amazonas e Pará, onde firmou contratos que variavam entre R$ 152 milhões e mais de R$ 187 milhões.
Investigação da Fazer Educação
A empresa Fazer Educação já foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul por suspeitas de fraude em um contrato de material didático no valor de R$ 8,6 milhões com a prefeitura de Porto Alegre, em 2022.




