O Governo de Minas Gerais lançou, nesta segunda-feira (8/6), um Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais, prevendo um investimento de R$ 440 milhões até 2031. A iniciativa integra ações de prevenção e combate às consequências das mudanças climáticas.

Estratégia Governamental

Durante o anúncio, o governador Mateus Simões (PSD) destacou que o plano é uma resposta estruturada aos desafios enfrentados pelo estado, com ênfase em ações de monitoramento e tecnologia. "Este plano vai abranger os próximos cinco anos, com um orçamento que será utilizado para recursos humanos, equipamentos e capacitação", afirmou.

Recursos e Aplicações

Os recursos alocados serão direcionados à contratação de brigadistas, locação de veículos e aeronaves, além do fortalecimento da comunicação e manutenção da Força-Tarefa Previncêndio. A aquisição de novos equipamentos e o aumento das estruturas de monitoramento também estão entre as prioridades.

Objetivos do Plano

A coronel Jordana Daldegan, comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), enfatizou que o principal objetivo é a redução do número de incêndios e da área queimada. "Queremos garantir que, ao surgirem focos de incêndio, a resposta seja rápida e eficaz", explicou.

Colaboração e Integração

O plano foi desenvolvido em colaboração com diversas instituições, incluindo órgãos ambientais e de segurança, além de universidades e representantes da sociedade civil. Um dos destaques é a instalação de oito Bases Operacionais Avançadas em Unidades de Conservação, com uma nova base na Serra do Papagaio.

Enfrentando Mudanças Climáticas

Em um cenário marcado por estiagens prolongadas e altas temperaturas, a iniciativa busca aumentar a resiliência das áreas mais vulneráveis e aprimorar o monitoramento em tempo real. A utilização de drones e da plataforma GeoFogo são algumas das ferramentas planejadas.

Ações de Prevenção

A operação também inclui ações de prevenção, como a Operação Alerta Verde, que visa treinar brigadistas e oferecer cursos especializados. A estratégia promoverá uma governança interinstitucional robusta, estabelecendo metas e responsabilidades até 2031.