O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, estão empatados em São Paulo, cada um com 35% das intenções de voto, segundo uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta quarta-feira, 8. Apesar desse equilíbrio nas intenções, Lula enfrenta uma rejeição mais significativa entre os eleitores do estado.

Detalhes da pesquisa

No cenário estimulado para o primeiro turno, após Lula e Flávio, os próximos colocados são o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o influenciador Renan Santos (Missão), com 3% cada. Já o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a ativista Samara Martins (UP) e o presidente do PSDB, Aécio Neves, somam 2% cada.

Além disso, outros candidatos como o psiquiatra Augusto Cury (Avante), o pastor Cabo Daciolo (Mobiliza), o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, e o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa (DC) registraram 1% cada. Os ativistas Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não obtiveram pontuação.

Cenário do segundo turno

No segundo turno, o empate técnico se mantém, com Flávio Bolsonaro alcançando 46% das intenções de voto e Lula com 43%. A pesquisa, que foi realizada entre 1º e 3 de julho, entrevistou 1.608 pessoas em 71 municípios de São Paulo e possui uma margem de erro de dois pontos percentuais.

Rejeição dos candidatos

Apesar do empate nas intenções de voto, Lula lidera em termos de rejeição, com 51% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 43% de rejeição. Aécio Neves é o único entre os demais candidatos a superar a marca de 20% de rejeição.

Intenções de voto espontâneas

Na pesquisa espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula aparece com 24% das intenções, enquanto Flávio tem 18%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, é mencionado por 3% dos eleitores. Outros candidatos receberam menções de 1% cada, e 37% não souberam ou não quiseram responder.

Considerações finais

Os dados revelados pelo Datafolha mostram um cenário competitivo para a corrida presidencial em São Paulo, com Lula e Flávio Bolsonaro se destacando, mas também com desafios significativos em termos de aceitação entre os eleitores.